O Zendo Vale dos Sinos tem como missão estudar e praticar os ensinamentos Shakiamuni Buda e demais ancestrais do Darma, vinculados a tradição Soto do Japão. Através de suas práticas, busca refúgio nas três jóias do Budismo: O Buda, o Darma(os ensinamentos) e a vivência de vida comunitária(Sanga).
Que os méritos de nossa prática se estendam a todos os seres!

sexta-feira, 8 de abril de 2011

08 DE ABRIL DE 2635 - NASCE O MENINO BUDA


HANAMATSURI

Significa a Festa das Flores, nome dado a festa que celebrada o dia no nascimento de Sidarta Gautama, o Buda, que significa "o iluminado" ou "aquele que despertou". É uma data muito importante no calendário budista e muito celebrada no Japão e em toda a comunidade budista. Corresponde ao que é o Natal no calendário cristão.

Eis um pouco de história e mitologia acerca desse ser iluminado.

O Buda que fundou a religião budista chama-se Shakyamuni. Shakya é o nome da família real no seio da qual ele nasceu e a palavra muni significa “o capaz”.

Buda Shakyamuni nasceu em 635 a.C., em Lumbini, que na época fazia parte da Índia, mas hoje pertence ao Nepal.

Sua mãe foi a rainha Mayadevi e seu pai, o rei Shudodana.

Certa noite, a rainha sonhou que um elefante branco descia do paraíso e ingressava em seu útero. Esse ingresso foi um presságio de que concebera um ser puro e poderoso e a descida do elefante do paraíso, um indício de que seu filho vinha do céu de Tushita, a Terra Pura de Buda Maitreya.

Mais tarde, quando a rainha deu à luz, em vez de sentir dor, ela teve uma visão muito especial e pura. Viu-se apoiada numa árvore, segurando um de seus ramos com a mão direita, enquanto os deuses Brahma e Indra tiravam de seu flanco, sem dor, uma criança. Os deuses, então, reverenciavam a criança, oferecendo-lhe abluções rituais.

Quando viu o filho, o rei sentiu que todos os seus desejos haviam sido satisfeitos e chamou o pequeno príncipe de Sidarta. Sua majestade convidou um brâmane vidente para fazer predições sobre o futuro do príncipe. O vidente examinou a criança com sua clarividência e disse ao rei: “Há sinais de que o menino pode se tornar ou um rei chakravatin, líder do mundo inteiro, ou um Buda plenamente iluminado. Entretanto, posto que a era dos reis chakravatin já passou, é certo que ele se tornará um Buda e sua influência benéfica se espalhará pelos mil milhões de mundos, como os raios de um sol.”

domingo, 3 de abril de 2011

Pedido de Doação às Vítimas do Tsunami no Japão

por nosso Superintendente da América do Sul

Superior Dosho Saikawa

Diante da situação ocorrida no Japão, quando das ondas gigantescas vindas do Pacífico – Tsunami – que atingiram toda a costa nordeste do país, e em seu poder de destruição ceifou a vida de em torno de dez mil almas, além de outros tantos desaparecidos, destruiu casas, plantações e toda infra-estrutura local, calamidade esta em que os sobreviventes tentam a duras penas refazer-se, toda ajuda humanitária vinda de qualquer parte do mundo é apreciada neste momento.

Ainda que aquele povo, acostumado às catástrofes provocadas pela natureza, encontre forças para reerguerem-se, um fato notório, necessitam do apoio de outros povos, culturas diferentes, que possam juntar forças em prol do bem estar daqueles que sofrem as dores da destruição.

Nesse sentido, pedimos que também possamos nos unir nesta corrente de ajuda mútua, compartilhando um sentimento comum no reparo material e emocional dos que foram diretamente afetados pelos acontecimentos. Do pouco que possamos fazer, em muito será de validade para as vítimas. Sendo assim, se a ajuda humanitária é de ordem material, possamos nos disponibilizar a doar algum valor em moeda corrente.

Se esta mensagem teve a capacidade de sensibilizar os corações puros e despojados, pedimos que as doações sejam endereçadas à Missão da Escola Soto Zen da América do Sul. Fica em anexo ao Templo Busshinji, a rua São Joaquim, 285, Bairro da Liberdade, São Paulo, SP; fone (011) 3208-4515.

Gomunidade Budista Soto Zenshu da América do Sul

CNPJ:44.019.859/0001-18

Banco do Brasil

Agência :4054-1 Xavier do Toledo

Conta Corrente:12000-6

*Por favor enviar o comprovante do depósito Fax ou E-mail

FAX:(11)3208-0418 E-mail Busshinji_sp@hotmail.co.jp


Superintendente da América do Sul

Superior Dosho Saikawa

quinta-feira, 31 de março de 2011


JAPÃO - por Monja Coen Sensei


Quando voltei ao Brasil, depois de residir doze anos no Japão, me incumbi da difícil missão de transmitir o que mais me impressionou do povo Japonês:kokoro.

Kokoro ou Shin significa coração-mente-essência.

Como educar pessoas a ter sensibilidade suficiente para sair de si mesmas, de suas necessidades pessoais e se colocar à serviço e disposição do grupo, das outras pessoas, da natureza ilimitada?

Outra palavra é gaman: aguentar, suportar. Educação para ser capaz de suportar dificuldades e superá-las.

Assim, os eventos de 11 de março, no Nordeste japonês, surpreenderam o mundo de duas maneiras.

A primeira pela violência do tsunami e dos vários terremotos, bem como dos perigos de radiação das usinas nucleares de Fukushima.

A segunda pela disciplina, ordem, dignidade, paciência, honra e respeito de todas as vítimas.

Filas de pessoas passando baldes cheios e vazios, de uma piscina para os banheiros.

Nos abrigos, a surpresa das repórteres norte americanas: ninguém queria tirar vantagem sobre ninguém. Compartilhavam cobertas, alimentos, dores, saudades, preocupações, massagens. Cada qual se mantinha em sua área. As crianças não faziam algazarra, não corriam e gritavam, mas se mantinham no espaço que a família havia reservado.

Não furaram as filas para assistência médica – quantas pessoas necessitando de remédios perdidos – mas esperaram sua vez também para receber água, usar o telefone, receber atenção médica, alimentos, roupas e escalda pés singelos, com pouquíssima água.

Compartilharam também do resfriado, da falta de água para higiene pessoal e coletiva, da fome, da tristeza, da dor, das perdas de verduras, leite, da morte.

Nos supermercados lotados e esvaziados de alimentos, não houve saques. Houve a resignação da tragédia e o agradecimento pelo pouco que recebiam. Ensinamento de Buda, hoje enraizado na cultura e chamado de kansha no kokoro: coração de gratidão.

Sumimasen é outra palavra chave. Desculpe, sinto muito, com licença. Por vezes me parecia que as pessoas pediam desculpas por viver. Desculpe causar preocupação, desculpe incomodar, desculpe precisar falar com você, ou tocar à sua porta. Desculpe pela minha dor, pelo minhas lágrimas, pela minha passagem, pela preocupação que estamos causando ao mundo.

Sumimasen. Quando temos humildade e respeito pensamos nos outros, nos seus sentimentos, necessidades. Quando cuidamos da vida como um todo, somos cuidadas e respeitadas.

O inverso não é verdadeiro: se pensar primeiro em mim e só cuidar de mim, perderei. Cada um de nós, cada uma de nós é o todo manifesto.

Acompanhando as transmissões na TV e na Internet pude pressentir a atenção e cuidado com quem estaria assistindo: mostrar a realidade, sem ofender, sem estarrecer, sem causar pânico.

As vítimas encontradas, vivas ou mortas eram gentilmente cobertas pelos grupos de resgate e delicadamente transportadas – quer para as tendas do exército, que serviam de hospital, quer para as ambulâncias, helicópteros, barcos, que os levariam a hospitais.

Análise da situação por especialistas, informações incessantes a toda população pelos oficiais do governo e a noção bem estabelecida de que “somos um só povo e um só país”.

Telefonei várias vezes aos templos por onde passei e recebi telefonemas. Diziam-me do exagero das notícias internacionais, da confiança nas soluções que seriam encontradas e todos me pediram que não cancelasse nossa viagem em Julho próximo.

Aprendemos com essa tragédia o que Buda ensinou há dois mil e quinhentos anos: a vida é transitória, nada é seguro neste mundo, tudo pode ser destruído em um instante e reconstruído novamente.

Reafirmando a Lei da Causalidade podemos perceber como tudo está interligado e que nós humanos não somos e jamais seremos capazes de salvar a Terra. O planeta tem seu próprio movimento e vida. Estamos na superfície, na casquinha mais fina. Os movimentos das placas tectônicas não tem a ver com sentimentos humanos, com divindades, vinganças ou castigos. O que podemos fazer é cuidar da pequena camada produtiva, da água, do solo e do ar que respiramos. E isso já é uma tarefa e tanto.

Aprendemos com o povo japonês que a solidariedade leva à ordem, que a paciência leva à tranquilidade e que o sofrimento compartilhado leva à reconstrução.

Esse exemplo de solidariedade, de bravura, dignidade, de humildade, de respeito aos vivos e aos mortos ficará impresso em todos que acompanharam os eventos que se seguiram a 11 de março.

Minhas preces, meus respeitos, minha ternura e minha imensa tristeza em testemunhar tanto sofrimento e tanta dor de um povo que aprendi a amar e respeitar.

Havia pessoas suas conhecidas na tragédia?, me perguntaram. E só posso dizer : todas. Todas eram e são pessoas de meu conhecimento. Com elas aprendi a meditar, a ter confiança, paciência, persistência. Aprendi a respeitar meus ancestrais e a linhagem de Budas.

Mãos em prece (gassho)

Monja Coen

terça-feira, 22 de março de 2011

FINAL DE RETIRO
NEHAN SESSHIN
05 A 12 DE MARÇO DE 2011
VILA ZEN - VIAMÃO

quinta-feira, 17 de março de 2011

CERIMÔNIA DE KUYÔ


Zen Vale dos Sinos convida :

Cerimônia dedicada às vítimas do Japão.

Dia 18 de março.
Horário:
Zazen: 19h
Cerimônia: 19h30

Endereço:
Rua São Pedro, 1124 - alto
São Leopoldo

segunda-feira, 14 de março de 2011

JAPÃO

Em janeiro de 2010 iniciei este blog em luto pelas vítimas do terremoto que devastou Porto Príncipe, no Haiti, dentre elas, nossa estimada Zilda Arns – uma Bodisatva.

Agora o mundo assiste, consternado, ao desastre que está devastando parte do Japão. O terremoto seguido do tsunami e, na sequência as explosões nos reatores nucleares, que ainda não se tem a real dimensão das consequências.

Eu estava no retiro de Parinirvana de Buda Xaquiamuni, que significa o passamento de Buda, seu falecimento , quando recebi a notícia do terremoto, dia 11 de março. O retiro terminou dia 12 e, a medida que fui tomando contato com minha rotina do dia-a-dia, também fui tomando contato com a real dimensão dessa tragédia. Durante o retiro recebi também, os documentos oficiais que vieram do Japão, que comprovam que sou uma monja devidamente filiada à ordem Soto-Shu, com sede no Japão. Esse documento tem para mim um siginificado de certidão de nascimento. Que nessa vida eu nasço também a cada dia como uma monja zen-budista, religião oficial do Japão, cultura que tanto tem me inspirado e ensinado.

Isto me aproxima mais desse povo admirável, que respeito e amo tanto. Essa aproximação também aumenta meus sentimentos, pois os sinto tão próximos, apesar de estarem do outro lado do planeta.
Esse planeta terra, organismo vivo, que ao mesmo tempo que acolhe todas as formas de vida, é a vida, em todas as suas manifestações!
Gasshô!
Monja Kokai

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011


Associados e Amigos do Via Zen!

Nesta 2ªf, dia 28/fev, encerra o desconto nas inscrições para o Nehan Sesshin na Vila Zen.

Ainda assim, as inscrições estarão abertas até 5ªf, 03/mar.

Participem!